Existem genes associados à variabilidade no acúmulo de gordura baseado nos ritmos circadianos

post 1 -17 de janeiro

Numerosos estudos investigam a correlação entre a regulação energética dos alimentos e os ritmos circadianos típicos dos mecanismos fisiológicos e moleculares do corpo, e recentemente uma pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition investigou o papel desempenhado pela perilipina nesses processos.

A literatura científica concorda sobre o papel significativo dos tempos das refeições no desenvolvimento da obesidade. A perilipina contribui para este mecanismo, uma proteína capaz de regular o acúmulo e consumo corretos dos lipídios contidos nos adipócitos. Existem 5 famílias diferentes de genes PLIN que codificam para outros tantos tipos proteícos de Perilipina. A proteína Perilipina 1 (PLIN1), em particular, é altamente estudada porque parece ter um papel significativo na obesidade. Os dados sugerem que há um componente temporal na regulação das funções do tecido adiposo e que qualquer eventual alteração na distribuição horária pode ter conseqüências metabólicas sobre ganho ou perda de peso, particularmente no que diz respeito a refeições de alta energia.

Especificamente, o estudo publicado na AJCN estabeleceu o objetivo de verificar a hipótese de que os sujeitos portadores de uma determinada variante genética da proteína Perilipina (PLIN1) podem responder de maneira diferente à dieta em função de uma alteração das horas da ingestão de alimentos. De fato, verificou-se que, para os portadores de uma variante específica do gene PLIN1, o fato de consumir a refeição principal após 15h implica uma menor resposta em termos de perda de peso durante uma dieta com baixas calorias, uma vez que a gordura não é mobilizada por tecidos adiposos. Em vez disso, verificou-se que o tempo de refeição não influenciou a perda de peso entre os portadores da outra variante genética. Os diferentes genótipos relacionados ao locus PLIN1 foram, portanto, associados à variabilidade na perda de peso em função do horário de ingestão alimentar.

Este resultado é interessante no panorama da prática nutricional, por um lado, porque revela uma variável importante associada, no entanto, com uma solução simples a ser implementada no tratamento nutricional, que pode ser a organização das refeições e o fornecimento de energia relativa de acordo com os horários específicos. Por outro lado, representa uma contribuição adicional que vai na direção da necessidade dos pacientes de aplicar uma abordagem personalizada como uma chave de sucesso no combate a obesidade e para abordar o bem-estar do paciente de muitas maneiras.

Quanto ao papel da perilipina nos ritmos circadianos, de fato, os benefícios não serão encontrados apenas em termos de perda de peso, mas também em termos de bem-estar geral do paciente que será favorecido por uma dieta que respeite os ritmos de sua fisiologia.

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